Dr. Rafael de Oliveira Pena Neto

CÂNCER DE MAMA: AVANÇOS NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

RESUMO

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre mulheres em todo o mundo. Esta revisão discute os fatores de risco, a importância do rastreamento mamográfico e os principais avanços terapêuticos, incluindo terapias-alvo e hormonoterapia. A abordagem multidisciplinar tem sido essencial para melhorar os desfechos clínicos e promover qualidade de vida às pacientes.

Palavras-chave: câncer, oncologia, diagnóstico precoce, tratamento, prevenção.

1 INTRODUÇÃO

O câncer de mama representa um dos principais desafios da oncologia atual. Segundo o INCA (2023), é a neoplasia mais incidente entre mulheres brasileiras, excluindo os tumores de pele não melanoma.

O diagnóstico precoce e o acesso a tratamentos modernos têm reduzido a mortalidade associada à doença. Este artigo revisa os fatores de risco, estratégias diagnósticas e terapias atuais aplicadas ao manejo do câncer de mama.

2 FATORES DE RISCO

Dentre os fatores de risco estão idade avançada, histórico familiar, mutações genéticas (BRCA1/2), menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade e terapia de reposição hormonal.

Estilo de vida, como consumo de álcool, obesidade e sedentarismo também contribuem para o risco aumentado de câncer de mama.

3 DIAGNÓSTICO

A mamografia permanece como principal exame de rastreamento, recomendada para mulheres a partir dos 40 anos. Exames complementares incluem ultrassonografia, ressonância magnética e biópsia.

Avanços incluem o uso de testes genômicos e imagem molecular para maior precisão diagnóstica.

4 TRATAMENTO

A cirurgia continua sendo o tratamento de escolha para casos iniciais, com opções de quadrantectomia ou mastectomia. A radioterapia é frequentemente associada à cirurgia conservadora.

A quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo (como trastuzumabe para HER2-positivos) são aplicadas de acordo com o perfil molecular do tumor.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O câncer de mama tem apresentado avanços significativos em sua abordagem. O diagnóstico precoce e as estratégias personalizadas de tratamento melhoram significativamente o prognóstico.

É fundamental fortalecer políticas públicas de rastreamento e garantir o acesso a centros especializados, assegurando tratamento humanizado e baseado em evidências.

REFERÊNCIAS

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2023.

SANTOS, R. D. et al. Estratégias de rastreamento no câncer de mama. Revista Brasileira de Mastologia, v. 32, p. 115-121, 2022.

FERREIRA, L. A. et al. Terapias-alvo no câncer de mama: atualizações e perspectivas. Onco&Ciência, v. 9, n. 2, p. 60-68, 2021.