Dr. Rafael de Oliveira Pena Neto

CÂNCER DE PRÓSTATA: PERSPECTIVAS ATUAIS NO RASTREAMENTO E TRATAMENTO

RESUMO

O câncer de próstata é a neoplasia sólida mais comum entre homens no Brasil. A detecção precoce por meio do PSA e do exame digital retal tem contribuído para redução da mortalidade. Este artigo aborda fatores de risco, métodos diagnósticos e as opções terapêuticas disponíveis, considerando os avanços tecnológicos e a importância da decisão compartilhada.

Palavras-chave: câncer, oncologia, diagnóstico precoce, tratamento, prevenção.

1 INTRODUÇÃO

O câncer de próstata corresponde a cerca de 29% dos tumores malignos diagnosticados em homens, sendo uma importante causa de morbidade no país.

Apesar do crescimento de sua incidência, a mortalidade tem diminuído com o rastreamento populacional e os avanços terapêuticos. Este artigo visa revisar os fatores de risco, o papel do diagnóstico precoce e as opções de tratamento disponíveis.

2 FATORES DE RISCO

A idade avançada, histórico familiar de câncer de próstata e ascendência africana são os principais fatores de risco. Dieta rica em gordura animal e obesidade também são implicados.

Alterações genéticas hereditárias, como BRCA2 e HOXB13, estão associadas ao risco aumentado e à forma agressiva da doença.

3 DIAGNÓSTICO

A dosagem do antígeno prostático específico (PSA) e o exame digital retal são os métodos mais utilizados para triagem.

A ressonância magnética multiparamétrica e a biópsia guiada por imagem são utilizadas para confirmar o diagnóstico e estadiar a doença.

4 TRATAMENTO

A conduta varia entre vigilância ativa para tumores indolentes e tratamento radical com cirurgia (prostatectomia) ou radioterapia para casos localizados.

Em casos avançados, a hormonioterapia e agentes de bloqueio androgênico são opções eficazes, associadas ou não à quimioterapia.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A abordagem do câncer de próstata exige avaliação individualizada e compartilhamento de decisões com o paciente, respeitando o perfil de risco e expectativas.

Os avanços diagnósticos e terapêuticos têm contribuído para a redução da mortalidade, sendo fundamental manter programas de rastreamento e acesso ao tratamento especializado.

REFERÊNCIAS

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2023.

MOURA, R. F. et al. Rastreamento do câncer de próstata: dilemas e recomendações. Revista da Sociedade Brasileira de Urologia, v. 46, n. 3, p. 221-229, 2021.

GOMES, L. P. et al. Atualizações no manejo do câncer de próstata localizado. Revista Brasileira de Urologia, v. 47, n. 1, p. 40-48, 2022.